Arca

Arcozelo das Maias Destriz Oliveira de Frades
Pinheiro

Reigoso

Ribeiradio S. João da Serra
S. Vicente de Lafões

Sejães

Souto de Lafões Varzielas

freguesia_arca

Indicador Valor Unidade
População Residente HM   387 indivíduos
População Residente H   183 indivíduos
População Residente M   204 indivíduos
População Presente HM   380 indivíduos
População Presente H   181 indivíduos
População Presente M   199 indivíduos
Famílias Clássicas Residentes   132
Famílias Institucionais   x
Núcleos Familiares Residentes   110
Alojamentos Familiares - Total   198
Alojamentos Familiares - Clássicos   198
Alojamentos Familiares - Outros   x
Alojamentos Colectivos   x
Edifícios   196

Fonte: INE, Recenseamento Geral da População e Habitação, 2001 (Resultados Definitivos)

 

Situa-se esta freguesia no extremo sul do concelho, constituindo com a de Varzielas um núcleo à parte, em relação à globalidade do território oliveirense.
É limitada a sudoeste pelo Rio Águeda, que irriga na sua margem direita muitos campos de Paranho.
O clima é de elevadas temperaturas no Verão, o que a densa vegetação florestal de algum modo ameniza.
Aos rigores invernosos vão os habitantes resistindo com a tradicional capucha de burel, que os próprios homens, sobretudo os mais idosos, até há pouco se não envergonhavam de usar traçada ao pescoço, à laia de capa de estudante.
O solo é de alguma fertilidade. São bem conhecidos os campos de Paranho, cuja riqueza em milho já ajudou o celeiro concelhio a matar a fome à gente de outras freguesias nos tempos difíceis da 2:ª Grande Guerra.
Adentro da Freguesia, a povoação do Covelo, numa covada da montanha, constitui como que um oásis de verdura na dureza da terra caramulana. Dotada de um autêntico micro-clima, ali se cria fruta, vinho, milheirais verdejantes.
O bem conhecido Carvalhedo, na Gândara, junto à anta de Arca, reserva botânica de extraordinário valor ecológico e turístico, autêntico manancial de águas, é um parque maravilhoso…
…A minúscula Arca, que deu nome à freguesia, está hoje quase parada no tempo. Resume-se, assim, a duas ou três casas antigas que são agora como que documentos históricos, além de uma ou duas novas construções junto à estrada florestal.
Segundo a tradição oral, aqui faziam trânsito e estação as antigas diligências que se dirigiam às terras de Águeda e do Litoral.
Arca pode bem orgulhar-se de ter junto de si um dos ex-libris da cultura megalítica do nosso concelho e de toda a serra do Caramulo: a tão divulgada anta ou dólmen de Arca. Apresenta-se constituída por 3 blocos em posição aproximadamente vertical (esteios), com alguns outros já partidos, sobre os quais descansa uma grande laje (tampa ou mesa) a cobrir o espaço interior. Mede de altura cerca de 4,5 metros e a mesa 4,20 x 3,20m.
Como as demais construções dolménicas, deverá ter tido um corredor de acesso e um montículo circular de terra e pedregulho que servia de protecção, a que se dá o nome de mámoa ou mamoa.
Sobre a anta de Arca (monumento nacional por decreto de 16.06.1910), diz o Dr. Amorim Girão:
“… ao pretendermos fazer a enumeração destes monumentos, o lugar principal cabe de direito à anta ou dólmen situada não longe da igreja matriz do Espírito Santo de Arca, já porque é de todos eles o que apresenta externamente maiores dimensões, já porque, sendo o único geralmente conhecido, tem servido para autenticar quantas notícias ou referências se tem escrito sobre a alta antiguidade a que remonta o povoamento humano nesta região…
…Muitas têm sido as referências feitas a este importante monumento megalítico, conhecido e designado na Carta Corográfica pelo nome de Pedra de Arca e que qualifica algumas povoações, como Arca, Paranho de Arca, Covelo de Arca.
Apesar de as suas dimensões não serem muito superiores às de outras tantas vizinhas, o facto de lhe ter sido destruída a mamoa, que indubitavelmente teve, o que dá para a tampa ou chapéu uma altura de 4,5 metros sobre o solo, permitindo passar-se a cavalo por baixo e impedindo subir a ela sem o auxílio duma escada, confere-lhe o primeiro lugar entre os megálitos da região…”
 
Uma das lendas criada à volta desta anta:
A anta de Arca foi erigida por uma moura e a laje que se encontra horizontalmente em cima das que servem de pilares foi lá colocada pela dita moura, trazendo-a à cabeça, a fiar numa roca e com um filho ao colo. A dita moura aparece todos os anos na madrugada de S. João a fiar uma roçada em cima da anta e rodeada por objectos de ouro; ao feliz mortal que lá passar em primeiro lugar será perguntado de qual gostará mais: se dos olhos da moura ou dos objectos de ouro que lá tem. Como todos têm dito que gostam mais dos objectos de ouro, eles têm-se transformado sempre em cinzas devido aos poderes mágicos da moura.
Só conseguirão os objectos de ouro quando se agradarem mais dos olhos da moura e não do ouro.
 
Lugares que compõem a freguesia: Arca(sede), Areal, Covelo, Paranho e Póvoa.
 
 
NOTA: Texto extraído da Monografia de Oliveira de Frades – Edição da Câmara Municipal - 1991
 AGENDA DE EVENTOS

 REVISTA MUNICIPAL         # N.7

 SUBSCREVER NEWSLETTER
Registe-se e receba a nossa Newsletter.